“Quanto maior a armadura mais frágil é o cavaleiro” Pe. Fabio de Melo
Quando ouvi essa frase, fiquei pensando em quantas armaduras crieis para disfarçar a minha fragilidade.
Desde de pequeno somos de alguma maneira levados a criar essas situações, seja por uma incapacidade cognitiva em alguma matéria, mas quem disse que o mais inteligente é aquele que é bom em Matemática, Português, Geografia, etc..., mas os pais colocam este olhar sobre os seus filhos, onde somente vai ser o melhor aqueles das melhores notas, aquele da melhor escola, aquele do melhor uniforme, etc, aqueles que não tem condições ou não são capacitados para essa realidade tecem sua armadura, e quanto mais frágil, maior será.
Crescemos a vida fazendo nossas armaduras, em nossa profissão, quando sentimos medo do erro, levados a esconder com medo da punição da perda do capital nosso de cada dia, criamos armaduras, quando alguém acima de nós mostra descaradamente nossas fragilidades, e não aceitamos e não melhoramos e com isso corremos o risco de ficarmos dentro da armadura, para que nada nos possa ferir, e vamos nos tornando cada vez mais fechados.
Com a virtualidade essas armaduras são colocadas a prova, muitas pessoas se escondem atrás de personagens criados e reanimados para a realidade através do fantástico criado por sua mente, mas quando ela se depara com o real e verdadeiro, eis que de novo se colocar na armadura, porque talvez não tenha o corpo mais bonito, o cabelo mais sedoso e vistoso, não tem aquele barriga que agrade os meios modais, ou seja, não tem o padrão que os padrões criaram, mas quem criou os padrões?
Nesta vida armadurada, não conseguimos ser livres, e essa prisão voluntaria, nos leva ao cárcere diário das nossas mazelas, ao invés de encararmos que somos feito de carne e o osso, e temos nossas fragilidades sim, eles estão expostas, geralmente para aqueles que estão mais próximos e por isso a verdade mora em nosso lar, mas também estes que conhecem tão bem nosso lado mais sensível, são também aqueles que mais nos amam, porque amar é saber conviver com as fragilidade que outro nos traz, que as vezes são nossas também, mas não admitimos.
É hora de sairmos de nossas armaduras e encarar que o mundo esta ae cheio de oportunidades, para aqueles pessoas que são reais e assumem suas fraquezas e lutam dia a dia para vencê-las, superá-las ou conviver dia a dia mas fazer das suas virtudes a maior vitrine da sua alma.

